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Corações de Neve: p. 105

"- Sabe... eu sei que vocês...
- "Nós"? - ela perguntou, desconfiada.
- É... "garotas"...
- Certo - ela relaxou.
- Eu sei que vocês pensam que nós...
- "Garotos"?
- É... - ele riu - Eu sei que vocês acham que nós costumamos ter o total controle nesse tipo de situação e sei que nós até mesmo gostamos de parecer que temos esse controle, mas nem sempre nós podemos nos mostrar tão seguros quanto parecemos querer demonstrar...
- E depende do que essa insegurança?
- Do valor da outra pessoa.
- Bem, "nós"... - ela sorriu - ... sonhamos com príncipes e cavalos brancos. Sonhamos em tocar estrelas e, assim como semideuses, jamais sermos esquecidas...
- Eu sei. É isso que nos dá receio...
- Você tem... receio em relação à mim?
- Muito.
- Então... isso quer dizer que eu... tenho valor pra você?
Ele balançou a cabeça duas vezes, olhando um pouco assustado para ela. E nos olhos dele ela via a confirmação da resposta, o que era muito mais importante do que as palavras que não eram ditas. E o mais interessante daquela cena era que, na insegurança dele, ela ganhava a segurança que toda mulher busca encontrar em um homem."

Beijo. Fim.

[Resenha] Dragões de Éter: Corações de Neve - Raphael Draccon


Eu já contei que o querido do Raphael é meio fora da casinha né? Não me entendam mal, ele é um puta de um escritor e digo isso porque é mesmo e atire o primeiro marca-páginas quem discordar.Depois de reunir Chapeuzinho Vermelho e João e Maria, agora ele resolve misturar em Corações de Neve (o segundo livro da trilogia Dragões de Éter) mais um punhado de ingredientes.

Em Caçadores de Bruxas, a história se passava em maior parte ao redor de Ariane Narin, João e Maria Hanson, Axel Branford e a tal da caça às bruxas. Já em Corações de Neve boa parte da história se passa ao redor de Anísio Branford e sua esposa Branca Coração-de-Neve, mas sem parar por aí Draccon ainda inclui os Sete Anões claro, Merlin, Arthur Pendragon, o Rei da Máscara de Ferro, a Bela Adormecida, a Bela e a Fera, o Mago de Oz, Robin Hood, Gilgamesh e tem citações à Atlântida (reino submerso de Nova Ether), Eragon, Pinóquio e Don Juan de Marco.

Putz-grila, como o tal bardo na pele do escritor diria, quem pensaria em um príncipe que é praticante de pugilismo? Tornemos as coisas fáceis e talvez se terá uma noção: pense lá no príncipe Harry, ou mesmo o filho de um grande presidente; agora pense nesse homem sendo o melhor jogador de futebol da atualidade; agora pense em um evento como a Copa do Mundo com mais de 200 mil espectadores em uma única cidade; junte isso tudo e ainda assim não será possível imaginar um Axel Terra Branford sendo a maior atração como atleta de um torneio como o Punho de Ferro. Não sei se cheguei perto de mostrar, ou de fazê-los imaginar, como ler essa obra é pensar sobre a nossa realidade. Não sei também se a ideia de Raphael era essa, equiparar um torneio de pugilismo à uma Copa.

As feiticeiras ainda estão por perto. Um anão surge do continente Ocaso a bordo de um avião navio que voa e traz consigo um competidor fora de série para o Punho de Ferro, além de muita tecnologia orientais, posso sentir seus movimentos. Snail Galford e Liriel Gabiani fazem duas facções extintas surgirem como uma única sociedade secreta. Robin Hood é libertado e quer o mesmo para Sherwood. O mundo vai mudar novamente e eu sentirei falta de Muralha. Raphael Draccon compara com maestria, metaforicamente ou não, um reino habitado por fadas e bruxas ao nosso mundinho real e com tudo que tem direito. E não nos deixa esquecer da fé e de nunca parar de sonhar.

Muita pessoas pensam, e já me falaram isso, que um livro pra ser bom tem que ser um mega famoso best-seller (com todos os pleonasmos e redundâncias possíveis) e Dragões de Éter foi lançado em 2007 sem muito alarde. Comprei o box com os três livros na sombra mesmo e não me arrependo nem um pouco disso (quem nunca?). Engana-se quem pensa que essa salada toda teria um resultado ruim. Não tenho medo, muito pelo contrário, de dizer que esta é a melhor série de livros que eu já li e não me venham falar sobre Harry Potter, Percy Jackson, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Brumas de Avalon ou até mesmo Crepúsculo. É uma história incrível, de uma riqueza enorme de detalhes e personagens que em nenhum momento deixa a desejar. E é justamente essa ~zona~ que torna essa história imprevisível sem que saibamos quais são os heróis, vilões, mocinhos ou quadjuvantes e quais verdadeiras faces são apenas descobertas no fim do livro. E que pode mudar no próximo, quem sabe.

Nos próximos dias, serão publicados aqui trechos do livro que valem a pena ser lidos, mesmo por quem não queria encarar 1000 e poucas páginas de muita aventura.

Fazendo um adendo: eu já comecei a ler Círculos de Chuva (terceiro volume da série) e posso dizer que não fica por baixo dos dois primeiros livros e em poucas páginas já surgiram João (aquele do pé de feijão) e o Quebra-Nozes.

Resenha: Dragões de Éter - Raphael Draccon

Eu já comentei sobre esse livro no meu twitter (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e de fato precisa de muitos comentários. A principio pode soar confuso e chato, mas quando a gente pega o jeito do autor as coisas se tornam claras. E repito, é o tipo de livro que a gente não tem vontade de parar de ler.
Conto por experiencia própria: sempre tem uma parte de um livro que a gente não gosta tanto e é uma regra que eu não podia ser exceção. A parte de Snail Garford (leia e saberás) sempre me entediou, sempre, mas os capitulos são intercalados em um esquema 1-2-3-4-1-2-... e eu ficava tão curiosa a respeito das outras partes que continuava lendo. Sabe aquela frase "vou ler só mais um capítulo"? Ou "eu preciso saber o que acontece com esse personagem então vou continuar lendo"? É exatamente disso que eu estou falando e quando a gente se dá conta, acabou o livro :(
Em menos de 300 páginas Dragões de Éter vira uma salada de contos de fadas e histórias contadas para crianças (Faz-me lembrar dos irmãos Grimm) que nao fazem o menor sentido separadamente mas que Raphael Draccon as interliga com maestria na pele de um bardo. Além de escrever de forma extremamente simples e ao mesmo tempo com uma riqueza incrível de detalhes, é regado a muita crítica e ironia. A história se desenrola como se o autor realmente conversasse com o leitor, com certos devaneios e auto-críticas.

eu tenho *-* lindão
Nova Ether é o mundo onde tudo acontece sombriamente, dividido em dois continentes e um sem-numero de reinos. Sem divindades mas com semideuses sempre presentes; e as fadas são encarnações desses semideuses, como avatares. Os habitantes desse mundo são os personagens das histórias infantis (Chapeuzinho branco que virou Vermelho, João e Maria, Gato de Botas, Branca de Neve, Capitão Gancho, ...) que desconectados não tem nada a ver um com o outro e que são ligados por fatos possíveis para a realidade da fantasia épica escrita por Draccon; de onde vem, para onde vão e o que acontece depois do "Fim". As motivações e razões para que esses personagens se tornem heróis são completamente humanas: orgulho, amor, guerra, saudade. Os momentos de paz em Arzallum que foram declarados após o fim da Caça às Bruxas está perto do fim e uma nova caçada vai acontecer. 


Volto, assim que der, com Corações de Neve e Círculos de Chuva :)

Trechos que eu mesma transcrevi: http://bit.ly/wds9m9, http://bit.ly/Ad73Rx
Quer uma dica? Considere, inclusive, ler o epílogo e as orelhas do livro antes do restante da história.

Agnóstico: ser ou não ser?

Cheguei à uma conclusão que possivelmente não vai ser muito bem aceita por boa parte da minha família: sou agnóstica.
Nasci e cresci sendo criada de acordo com as regras da Igreja Católica: batismo, 1ª comunhão, crisma... Mas de uns tempos pra cá, a punica coisa com a qual eu tenho me perguntado é se isso é realmente o certo pra mim. ME SINTO CONFUSA! :~
Minha avó se converteu e virou evangélica. Tenho amigos ateus. E eu também não tenho concordado com muitas coisas propostas pela Igreja. Eu escuto o padre falando certas coisas que me causam repulsa. Das últimas vezes que fui na missa eu só ria.
O padre parou no meio do sermão para dizer coisas estranhas como: ''Quando vocês vem nas festas da Igreja, você não estão ajudando. Vocês dizem que estão ajudando a Igreja mas não é o que vocês fazem. A gente tem que pagar por tudo. Bla bla bla.'' ou ainda ''A gente tinha em caixa 4mil, tivemos 6mil de despesas, e o dízimo desse mês rendeu 2mil. Ou seja, estamos com dívidas e vocês tem que dar mais dízimo. Porque você não fazem mais que obrigação. Vocês deviam pagar mais. A dívida da Igreja é culpa de vocês que não pagam o dízimo.'' ¬¬ Isso é tudo desculpa pro povo pagar o vectra sedan dele. AUIEHIAUHEIUAH
No dia da minha comunhão foi pior: ele parou de fazer a cerimônia porque tinha um dos meninos que não tinha levado um documento. Fiquei com com dó dele... erasó dar um jeito nisso depois.. deixa o piá fazer o tal do... como e o nome mesmo? Ah enfim. Tomar a 1ª comunhão.
Religião nunca é o melhor assunto para se falar. Mas eu vou acabar ficando louca se ninguém nunca me ouvisse e me entendesse como eu preciso que me entendam.Sei que tem muita gente que vai me reprovar, que não vai gostar, mas eu espero que vocês, que vão me reprovar, entedam que esse é o meu ponto de vista, que esse é o modo de como eu penso. Eu continuo acreditando em Deus e em todo o resto. O prolema é que eu não concordo com a Igreja.
Se dizem que Deus está em todos os lugares, por que eu tenho que ir até a Igreja pra falar com Ele ou para ouvi-Lo? #ficadica!

Experimente.

Com o tempo a gente cresce e as coisas mudam tanto (Ah, sério??)! A gente cresce e a ingenuidade diminui (alguns mais, outros menos). O que aumenta? As risadas e as frases sádicas, sarcásticas e irônicas; a malícia entra de uma só vez em nosas vidas e a gente pensa que nada mais vai voltar a ser como era na infância pois passamos a olhar um mundo de um jeito crítico. Começamos a reparar em tudo, absolutamente tudo, de uma forma diferente: algo subliminar aqui e ali, como aquele efeito é ruim, como o que essa criança nos diz é tão óbvio e bobo!

Quando somos crianças, não reparamos no subliminar, nos efeitos e em coisas novas pois tudo é novo. A gente não estava acostumado com isso e essas coisas vão surgindo uma atrás da outra tão rápido que não temos tempo de 'processar' direito. Como é chato viver em um mundo onde é tudo muito rápido, muito corrido e não temos tempo para pensar em algo que realmente nos satisfaça.

A graça sai dos palhaços (eu nunca achei graça no palhaço.) no circo e vai para o lugar do choro ou riso de revolta com a política, a violência, a injustiça e todo esse bla bla bla... O choro que antes era da dor física passa para a dor emocional, do fracasso, da vitória e felicidade (não necessariamente nessa ordem).

Experimente sair com seus VERDADEIROS AMIGOS sem se preocupar. Experimente dar uma volta. Experimente ir ao cinema. Experimente esquecer por um instante tudo o que seus pais falaram antes de você sair de casa, cometa uma loucura, pequena, mas o faça. Experimente sentir de novo e de novo o gosto do perigoso, do escondido. E por falar nisso, experimente se dar ao luxo de namorar escondido ao menos uma vez na vida. Experimente fazer o que crianças fazem. Experimente se divertir como elas. Experimente chorar como elas. Experimente rir como elas. Experimente brigar como elas, pelo que elas brigam. Experimente despertar a criança que existe dentro de você.

O Diário de Lana: Parte 4

Sábado. 3:45pm. 13 de agosto de 1994. Oi mundo!

Nasci e me criei no Bairro da Liberdade em São Paulo. Andar por essas ruas me faz sentir como se fosse para o Japão todos os dias sem sair da cidade. O sangue oriental não corre nas minhas veias mas eu amo esse mundo e não é só por viver aqui. É também por todos os motivos que a Tuk@ listou nos seus posts sobre o Japão. Acreditem ou não, eu nunca visitei o arquipélago, mas é um dos meus maiores sonhos. Tenho muitos amigos e dentre eles, vários orientais, que são muito interessantes.
As crises que eu estou mostrando para vocês são reais e podem acontecer com qualquer um. A explicação para eu pensar tanto ultimamente? Tales, Platão, Alguns livros e a filosofia em sua essência (que poético).
Faço projeto social e participo de uma ONG para cuidar de animais abandonados, além de ter minhas histórias postadas aquii. Não sou a melhor da turma nem a pior. Não sou a mais desconhecida nem a mais popular. E é exatamente por isso que sou como sou e adoro mudanças. Quebra frequente de rotina é essencial para que eu viva numa boa. Não sou perfeita e os meus defeitos são a pitadinha perfeita para que eu seja assim, única e diferente. Rindo de muitos por eles serem todos iguais enquanto eu riem de mim por eu ser do jeito que sou. ý)

Beeijos, até a próxima!


Lana ;**

AUNT *----*


 Ao certo ainda não encontramos definições certas para o amor... alguns dizem que não tem significados, outros dizem que amor é um sentimento que poucos sentem...
Uns acham que estar apaixonado é amar, outros que amar é gostar de estar perto... O amor não é só isso... O amor é um sentimento verdadeiro, quem ama não traí, quem ama perdoa, e quem ama é feliz... Pra ser feliz tem que sentir amor, e sentir amor envolve alguém.
Por isso o amor é verdadeiro, quando amamos nos sentimos bem perto de alguém, queremos cuidar daquela pessoa, e nada nos faz parar de amar esse alguém...
O amor é incomparável, é insubistituível, é calar-se e preferir sentir, do que dizer o que nunca vai mostar o significado de amar...